domingo, 29 de março de 2009

Sociologia

O CONSUMISMO ALIENADO E OS NOVOS DESAFIOS PARA OS PROFISSIONAIS DO SÉCULO XXI


RESUMO
Consumo, ato e efeito de comprar se tornou um hábito da sociedade moderna, porém esse hábito muitas vezes acaba saindo do controle e virando um vicio perigoso, ainda mais quando se esta vivemos a era da internet, o que torna ainda mais fácil e pratico o ato de consumir produtos e serviços, dos mais diferenciados tipos. É preciso estar atento, para não cair na armadilha perigosa do consumismo desenfreado. Para manter-se em alta nesse mercado de trabalho, chamando a atenção dos consumidores é preciso estar atento e inovar sempre.

Palavras-chave: Consumo. Internet. Alienação.


1 INTRODUÇÃO

Nesse trabalho irei abordar o tema consumismo alienado com ênfase nas contradições que o consumo desenfreado pode causar na vida das pessoas e a facilidade que encontramos em localizar qualquer tipo de produto ou serviços, através da rede mundial de computadores, a internet. Os cuidados que se deve ter para não cair no ciclo vicioso do consumismo, onde acaba-se comprando produtos e serviços desnecessários. Também será abordado os novos desafios para os profissionais do século XXI, focando nas habilidades necessária, para que os profissionais consigam se manter vivos nesse novo mercado, cheio de mudanças e desafios.


2 CONCEITO DE COSUMO

Consumo é a ação ou efeito de consumir, comprar produtos ou serviços de forma necessária, para abastecer as necessidades. O ato de consumir é um ato de prazer de necessidade interna e externa é obter produtos que possuam real significado e utilidade dentro de suas reais necessidades. Quando nos referimos a produtos e serviços de real necessidade, não nos referimos somente a produtos e serviços para a sobrevivência, mas também dos que facilitam e ajuntam no crescimento humano e esses podem variar de cultura para cultura e por indivíduos.

Segundo Arruda e Martins (1993, p.15) “O ato do consumo é um ato humano por excelência, no qual o homem atende suas necessidades orgânicas (de subsistência), culturais (educação e aperfeiçoamento) e específica”. Quando consumimos algum produto, estamos sendo motivados pela emoção e pela necessidade.

No ato de consumo partimos como pessoas inteiras, movidas pela sensibilidade, imaginação, inteligência e liberdade. Por exemplo, quando adquirimos uma roupa diversos fatores são considerados: precisamos proteger nosso corpo; ou ocultá-lo por pudor; ou “revelá-o” de forma erótica; usamos de imaginação na combinação das peças, mesmo quando seguimos as tendências da moda; desenvolvemos um estilo próprio de vestir; não compramos apenas uma peça, pois gostamos de variar as cores e os modelos. (ARANHA; MARTINS, 1993, p.15.).

Um exemplo disso é a necessidade de comprar um carro novo, para trocar o antigo que já está ficando velho ou com um bom tempo de uso e difícil de guiar (IGF, 2009). O consumo acaba sendo um meio para satisfazer uma necessidade necessária, mas nem por isso acaba tirando do individuo a possibilidade de escolha individual, mesmo diante de influencias externas.


3 CONCEITO DE COSUMISMO E CONSUMO ALIENADO.

O consumismo é o ato de consumir, comprar produtos ou serviços, sem necessidade e consciência, com isso as pessoas compram mais coisas do que realmente necessitam.

Existem pessoas que cobram por impulso ou para firmar sua identidade. Mas para a maioria o ato de comprar preenche lacuna emocional. (VOCÊ S/A, 2006). Dessa forma o consumo se torna alienado. Segundo Contrim (1994, p.29). “[...] alienação é o processo pelo qual os atos de uma pessoa são governados por outros e se transformam em uma força estranha colocada em posição superior e contrária a quem a produzir”.

Como no exemplo de consumo, podemos afirmar que consumo alienação é comprar um carro novo sem necessidade, só porque foi lançado um novo modelo e seu vizinho já têm um zero quilômetros na garagem. (IGF, 2009). Sem duvida esse é um ato impensado e impulsivo que maioria das vezes pode destruir suas finanças e acabar com sua tranqüilidade. É importante lembrar que é o homem que acelera a evolução da produção e do consumo, com seu ato de consumir.
O que torna muitas vezes esse ato impulsivo em realidade é facilidade em que se é possível fazer um financiamento ou empréstimo nos dias de hoje, onde normalmente o cliente acaba afogando-se em dividas e os bancos lucrando com as taxas e juros que aparentemente aparecem inofensivas.

Hoje o que mais instiga esse consumo desnecessário é a forma com que os produtos e serviços nos são apresentados, muitas vezes propagandas bem elaboradas e bem apresentadas causam grande furor, nos dando a falsa impressão de grandes melhorias de vida, com a compra ou utilização dos produtos e serviços oferecidos.

Por meio de complexos sistemas de propaganda, que envolvem sutilezas psicológicas e recursos espetaculares, industriais e produtores em geral induzem a população a adquirir sempre os novos modelos de carro, geladeiras, relógios, calculadoras e outras utilidades lançado fora o que já passou. Esse processo garante aos fabricantes uma venda muito maior de seus produtos, permitindo a ampliação continua das instalações industriais. BRANCO, (1997, p.44).


A propaganda tornou-se o meio mais eficaz para atrair o consumidor e para não cair nessa armadilha feito pelas propagandas e industrias, o correto é ter consciência daquilo que você realmente precisa e conseguir diagnosticar previamente quando uma compra será feita por impulso.

Vivemos a era da internet, a qual cada vez mais vem se promovendo e se tornando um grande campo comercial, onde é possível encontrar todos os tipos de produtos e serviços, abrangendo todas as partes do planeta, muitos desses produtos e serviços nem estão disponível no mercado tradicional. Hoje o consumidor já dispõe de infinidades de produtos e serviços, a tendência é aumentar cada dia mais, o que se torna uma tentação para os consumistas inveterados. Quem não apreender a encontrar critérios entre essas varias opções infelizmente pode acabar com a conta bancaria negativa. (TURNER; MUÑOZ, 2002, p.52 - 53).

A internet elimina inúmeros intermediários: economiza na montagem de equipamentos e vendas, nas empresas de distribuição, ou na manutenção de grandes armazéns. A internet permite um contato direto com o consumidor e o fabricante, o provedor de serviço. Permite a redução dos custos e, portanto oferece seu produto ou serviço a um preço muito competitivo, incluindo a taxa de entrega. TURNER; MUÑOZ (2002, p.52).

Sem duvida a comodidade de receber o produto em casa, com um preço relativamente inferior ao mercado tradicional, desperta no consumidor uma vontade a mais de consumir, comprar produtos ou serviços, sem necessidade. Essa necessidade artificial leva os indivíduos a consumir de forma desajustada.


4 O COMPORTAMENTO E CONSUMO

Homens e mulheres têm o mesmo desejo emocional, mas os hábitos de consumo mudam. Os homens elegem o lugar de suas compras visando a qualidade dos produtos e o atendimento. As mulheres são mais econômicas e preocupadas com valores, buscam sempre facilidades de pagamento e descontos. Os homens não costumam fazer pesquisa de preço e são mais fiéis a uma marca. Já as mulheres costumam ser atraídas por novidades ou pequenos detalhes e têm mais disposição para pesquisar e, por isso, procuram maiores facilidades de pagamento e descontos. (FINANCAS PRATICAS, 2009).

Habitus: são disposições inculcadas pelas práticas familiares e sociais, que agem como automatismo nas maneiras de agir e designam o comportamento regular sem ser conscientemente, coordenado e regido por alguma regra. O habitus assegura a interiorização da exterioridade, ajustando a ação do agente á sua posição social. [...] Sendo duráveis, elas estão enraizadas no corpo de tal maneira que perduram ao longo da existência dos indivíduos e operam quase que inconscientemente, tornando-se dificilmente acessíveis a uma reflexão e a uma transformação consciente. BOURDIEU (apud SILVA; PAULINI, 2005, p.46).

Analisando podemos dizer que o consumo é um hábito, visto como cultura do comportamento humano, que pode aclarar pela necessidade de exprimir sentimentos mediante a posse de produtos ou serviço e se sente com isso, integrado com seu grupo social. Podemos disser assim que o ato de consumir expressa um poder simbólico.

Poder simbólico: (poder invisível conhecido como tal e reconhecido com legitimo): designa não uma única forma, mas numerosas formas de exercício do poder, presentes na vida social. Pressupõe como condição de seu sucesso que os indivíduos a ele submetidos acreditam na legitimidade do poder daquele que o exercem. BOURDIEU (apud SILVA; PAULINI, 2005, p.47).

Dessa forma no meio consumista, o domínio que o dinheiro apresenta, mostrar vir não só do fato de puramente tê-lo, mas sim de ser dono de mais do que os outros. Em uma sociedade de consumo, ter dinheiro é sinal de símbolo poder e com isso ter a possibilidade de consumir mais, ter felicidade e posição social.



5 O CONSUMO COMO PATOLOGIA OS DESAFIOS DOS PROFISSIONAIS DO SÉCULO XXI

O consumo é considerado por uma grande maioria como o mal do século. E considera-se que esta patologia, também conhecida como oniomania (impulso obsessivo para fazer compras) esta inteiramente relacionada à uma outra patologia, a do poder.

A compra de um produto tido como importante pelo grupo social ao qual o consumidor pertence produz uma imediata sensação de prazer e realização e geralmente confere status e reconhecimento a seu proprietário. Também, conforme a novidade vai-se desgastando, o vazio ameaça retornar. Quando isso ocorre, a solução padrão do consumidor é se concentrar numa próxima compra promissora, na esperança de que a satisfação seja mais duradoura e mais significativa. (ARANHA; MARTINS, 1993.).


A busca incessante pela sensação de prazer e realização a caba virando um ciclo vicioso que não tem fim. Vale a pena ressaltar que a maioria das vezes ficamos com nossas contas negativas, não por nossas despesas essenciais, mas geralmente por coisas desnecessárias.

Nunca, na história da humanidade, o ser humano foi tão tentado em relação ao consumo, em tempos de globalização. A falta de tempo, preços e variedade agitam o consumo, tanto no mercado tradicional como pela internet.

Para entrar e se manter nesse mercado extremamente competitivo requer dos profissionais e administradores de negócios, a constante busca por novos conhecimentos, habilidades, reciclagem profissional, diferenciados métodos de comunicação, tudo isso para enfrentar mudanças repentinas e possíveis crises.

Os profissionais precisam manter-se atentos e ligados nas novidades e nos concorrentes que hoje são muitos e estão em todos os lados. Como já era de se esperar nesse mercado de consumo do século XXI, todos tem a mesma e única intenção: saciar a vontade louca da sociedade moderna em consumir.

O profissional desse novo século precisa estar atento ao mercado e inovar sempre, buscando descobrir novas oportunidades.


6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Muito são os dados que o consumismo desenfreado pode causar em nossas finanças pessoais, mas é inegável que é o consumo que acelera a evolução da produção, que mantém as organizações, as inovações e faz a economia do mundo girar.

O que vem instigando o consumo desnecessário é a forma com que os produtos e serviços nos são apresentados e a internet cada vez mais traz comodidade ao ato de comprar, o que acaba sendo uma prato cheio para os consumistas mais inveterados.


7 REFERÊNCIAS

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de Filosofia. Editora Moderna: São Paulo, 1993.

BRANCO, Samuel M.. O meio ambiente em debate. São Paulo: Moderna, 1997.

FINANCAS PRATICAS. Hábitos de consumo mudam entre homens e mulheres
Disponível em: <http://www.financaspraticas.com.br/323738-H%C3%A1bitos-de-consumo-mudam-entre-homens-e-mulheres.note.aspx>. Acesso em: 11 mar. 2009.

IGF. Finanças pessoais - Definição: Consumo X Consumismo. Disponível em: . Acesso em: 11 mar. 2009.

SILVA, Everaldo da; Iramar. Ricardo, PAULINI. Sociologia. Indaial: Ed. ASSELVI, 2005.

TURNER, David; MUÑOZ, Jesus. Para os filhos dos nossos filhos dos filhos: Uma nova visão da sociedade internet. 2ª ed. São Paulo: Summus, 2002.

VOCÊ S/A. 26 lições para você ficar rico. São Paulo: Abril, 2006. 66 p. Edição Especial.

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